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Novidades para prevenir doenças

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Autor: 

Luísa Torre

País: 
Brazil
Tipo de medio: 
Prensa
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Novidades para prevenir doenças

Luísa Torre

 

Novas vacinas, exames e remédios vão ajudar na prevenção e diagnóstico precoce de 65 doenças nos próximos três anos. São produtos que acabaram de ser liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou que ainda estão em estudos.

 

Os estudos clínicos de vacinas e remédios passam por três fases de testes. A fase 3, que é a fase final, testa o produto em pacientes, determinando sua eficiência e eficácia. Esse é o caso, por exemplo, da vacina contra dengue, que está sendo desenvolvida no Brasil, coordenada pelo infectologista Reynaldo Dietze, do núcleo de doenças infecciosas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A vacina, no entanto, ainda deve levar cerca de três anos para chegar ao mercado, já que o estudo deve terminar em dois anos e meio.

 

Na área do diagnóstico de doenças, será lançado no Brasil, até 2014, um teste que detecta até 40 doenças de uma só vez. O projeto está sendo desenvolvido por vários pesquisadores brasileiros. De acordo com o vice-presidente do Instituto Carlos Chagas Fiocruz, Mário Moreira, uma das vantagens do exame é que ele é portátil.

 

“Trata-se de um dispositivo acionador de chip, que por rotação distribui a amostra de sangue pelos canais do chip que estão preparados com os antígenos e anticorpos, os quais se revelam de forma fluorescente caso a amostra seja positiva para algumas das doenças”, destacou. Doenças como toxoplasmose, rubéola, citomegalovirose, sífilis, aids e hepatites A, B e C podem ser testadas no aparelho.

 

Já entre as vacinas, a heptavalente é a novidade que deve ser desenvolvida nos próximos dois anos. “As vacinas combinadas têm diversos benefícios, entre eles o de reunir, em apenas uma injeção, vários componentes imunobiológicos”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em lançamento do programa de pesquisa na semana passada.

 

O produto protegerá contra difteria, tétano, coqueluche, influenza B (gripe), poliomielite, hepatite B e meningite C. Outra novidade é a vacina poliomielite inativada. Hoje, a imunização é feita pela gotinha. Mas, para a primeira dose da imunização pesquisadores desenvolvem a vacina injetável, que é mais segura.

 

Vacina contra 13 tipos de bactéria

 

Uma vacina que protege contra 13 tipos da bactéria pneumococo, responsável por infecções como meningite e pneumonia, foi liberada para adultos nos Estados Unidos e Europa. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda a liberação da vacina para adultos a partir de 50 anos. Atualmente, ela é utilizada para imunizar crianças de 2 meses a 6 anos.

 

De acordo com o infectologista Lauro Ferreira Pinto, a vacina, também conhecida como 13 valente, a Prevenar 13, da Pfizer, deve ser liberada no Brasil.

 

A bactéria pode provocar septicemia (infecções bacterianas do sangue), meningite, pneumonia, empiema (acúmulo de pus na cavidade em torno dos pulmões) e a otite média (infecção do ouvido).

 

Outra novidade é a indicação da vacina para HPV para homens entre 9 e 26 anos, chamada Gardasil, do laboratório MSD. Ela foi liberada pela Anvisa no ano passado e atua contra quatro tipos de HPV. A imunização, que normalmente é feita em mulheres, tem o objetivo de prevenir a infecção pelo vírus responsável por grande parte dos casos de câncer anal.

 

A prevenção da meningite também ganhou uma nova aliada. É a vacina quadrivalente, que previne contra quatro tipos do meningococo, bactéria que causa as meningites A, C, Y e W. “A vacina é liberada de 9 até 55
anos. E não tem contraindicação”, explicou a infectologista Martina Zanotti.

 

Outra vacina que está em estudos no Brasil é contra o vírus Herpes Zóster. Ele causa a doença conhecida como cobreiro. Ainda entre as novidades de vacinas está a da poliomielite inativada injetável, que será usada junto com a gotinha. “A pólio inativada está em fase de estudo de custo de distribuição e fornecimento”, destacou a infectologista Jaqueline Oliveira Roeda.

 

Crianças testam combate à dengue

 

Os 800 pacientes que participam da pesquisa da vacina que vai prevenir contra a dengue vão tomar a segunda dose a partir do próximo mês.

 

O estudo, que está sendo coordenado pelo infectologista e diretor do Núcleo de Doenças Infecciosas da Ufes, Reynaldo Dietze, já está em sua última fase. O teste está sendo feito na faixa etária de 9 a 16 anos, onde há mais casos graves, segundo o médico. Os pacientes que vão receber a segunda dose foram vacinados pela primeira vez em setembro. O teste conta com três doses e elas precisam ser dadas com um intervalo de seis meses.

 

Após essa fase, a pesquisa acompanha os pacientes por dois anos.

 

Por isso, Dietze acredita que a vacina deve estar no mercado em, no máximo, três anos. “Estamos testando a eficácia da vacina, mas que funciona, funciona, ou não teríamos chegado na fase final do estudo”, destacou. Além de Vitória, as cidades de Fortaleza, Natal, Campo Grande e Goiânia também participam da pesquisa, que tem centro coordenador na Ufes. De acordo com Dietze, a vacina contém um vírus vivo atenuado por um processo de quimerização.

“A quimerização é uma nova técnicamuito eficaz e segura, pois não produz doença”, explicou.

 

Prevenção contra novos tumores em pacientes

 

Duas vacinas, uma em estudo e outra aguardando liberação da Anvisa, são a novidade no tratamento do câncer de pulmão e na prevenção do aparecimento de novos tumores em portadores da doença. Uma delas é a Cimavax, uma vacina desenvolvida por uma empresa cubana e que aguarda a liberação pela Anvisa.

 

“Os dados de fase 3 foram apresentados em novembro em Havana, Cuba, e mostram bons resultados. Essa vacina trabalha se ligando a uma substância que está normalmente no sangue chamada EGF. É uma proteína que estimula crescimento epitelial. A vacina se liga às células que são destruídas. Quando o EGF some do sangue, o câncer para de crescer”, explicou o gerente de produtos de Oncologia do laboratório Eurofarma, que trabalha com o produto no Brasil, Arynauá Silveira.

 

A outra vacina está em estudo. A pesquisa envolve 400 pessoas no mundo, sendo cerca de 250 no Brasil. A vacina também é terapêutica e ativa o sistema imunológico do doente. O produto, chamado de 1E10, deve levar três anos para chegar ao mercado. O oncologista Gláucio Bertollo afirmou que o tratamento com a vacina tem objetivo de fazer o sistema imunológico do doente reconhecer o câncer como corpo estranho e atacá-lo.

 

“No Brasil, ainda não temos nenhuma vacina para usar contra o câncer. Mas, nos próximos anos, vamos ter novas terapias imunológicas atuando nesse sentido.”

 

RECUADRO

CIRURGIA

Recuperação mais rápida Uma das novidades no tratamento de problemas nas válvulas do coração, cuja falha pode levar à insuficiência cardíaca, é a cirurgia por vídeo. O cardiologista Melchior Lima explicou que é possível trocar válvulas retirar tumores e corrigir defeitos cardíacos sem ter que abrir o peito.

A grande vantagem é a recuperação rápida. “Na técnica convencional, a pessoa pode levar de 4 a 9 meses para voltar à vida normal. Agora, com 15 dias a pessoa já está trabalhando.” Um defeito em uma das válvulas levou o paciente Sílvio Velloti a fazer a cirurgia há uma semana.

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